sábado, 9 de fevereiro de 2013

Quantos de nós não somos resistentes a mudanças? Mudar dá trabalho, cansa, tira o sossego e assusta. Quantos de nós não nos acomodamos a determinadas situações e condições pelo medo do desconhecido? Mudar de casa, de trabalho, de namorado, de vida, de estilo, de visual...
É minha gente, para que determinadas coisas aconteçam em nossas vidas além da coragem e determinação é preciso muita ousadia. Ninguém gosta de errar deliberadamente. Queremos sempre acertar. Não queremos sofrer, passar por apuros e tão pouco provocar sofrimento em outros.
Às vezes ficamos presos, estagnados a uma rotina, a um certo padrão para não correr nenhum risco. E como diz o ditado: "Quem não arrisca não petisca".
De repente nos vemos em situações em que a vida e não perdoa uma hesitação, uma vacilada. Quando estas coisas acontecem acabamos entrando no ritmo e, aos poucos, vamos nos adaptando ao novo, ao que era aparentemente difícil, quase próximo ao impossível.
Não é rara a surpresa, mas a boa surpresa. Nos surpreendemos com nossa força, nosso caráter, nosso dinamismo e empenho que estavam adormecidos e banalizados pela apatia. Somos fortes. Todos!
Podemos tudo? Quase sempre sim... Não nos conhecemos e nem tão pouco nos acreditamos. É mais fácil conhecer o outro, falar do outro, perceber o outro. Não nos observamos o bastante. Observamos sempre o que vem de fora. Estamos atentos ao trânsito, mercado financeiro, alta do dólar, violência urbana, problemas familiares, enfim, prestamos muita atenção às interferências externas que nos perturbam e nos fazem adotar outras atitudes.
Quando paramos e começamos a prestar um pouco mais de atenção em nossas emoções e necessidades simplesmente as negligenciamos frente a uma prioridade circunstancial e invariavelmente externa.
Procuramos o dentista quando o dente dói. Procuramos o médico quando o corpo já está doente. Procuramos economizar quando o dinheiro começa a faltar. Vamos adiando, adiando, como se fôssemos senhores do tempo e de uma vontade maior. A partir do instante que criamos coragem para nos enfrentar muita mudança pode acontecer. Mudar implica em decidir e decisão é coisa de gente grande. Quando há uma decisão, não importa o tempo para sua concretização e efetivação. Uma mudança interna ocorre e nos levará a assumir um comportamento, a tomar uma atitude que por si só é muito positiva.
Mudar implica em evoluir, melhorar. Toda mudança implica em movimento e movimento é VIDA! A vida não é estagnada, parada. Tudo está em movimento o tempo todo. Por que assistir de camarote?
A vida é um grande espetáculo do qual fazemos parte do elenco... Ouse! Não tenha receio de errar, errar também é aprender.
Busque inspirarão na criança que está aprendendo a andar. Se hoje você anda foi porque tentou, caiu, se machucou, levantou, tentou novamente e conseguiu.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O sempre amado e companheiro de muitas caminhadas, O Baby Boomer...29/07/1996 -15/12/2010

Ainda estou tentando me fortalecer p um dia contar a minha vida ao lado do meu sempre amigo e um dos filhos, o Boomer, no qual faleceu dia 15/12/2010 com problemas renais. 
Tudo o que podia fazer eu fiz, e no final tirei ele da clinica onde tive que internar e mesmo assim passava a noite com ele, mesmo pagando caro por isso e sem poder, pois até transfusão de sangue ele fez.
Mas duas noites antes dele partir eu o deitei do meu lado abraçada com ele na minha cama onde era mais dele do que minha rss e nesse dia eu senti que ele estava se despedindo de mim, pois no outro dia ele já estava inconsciente e mesmo assim eu o tratei dele até o fim...

 Ele foi enterrado em um lugar muito lindo...







Saudades!!! Sempre...

domingo, 7 de fevereiro de 2010


DESILUSÃO

Este é um fenômeno exclusivamente humano, desilusão, ato de desiludir-se, desenganar-se, o que pressupõe que nos enganamos sobre algo ou alguém, que em um momento qualquer, acreditamos.

Por mais doloroso que possa ser vivenciar a desilusão, o processo anterior de nos iludirmos é parte da construção de nossa capacidade de suportar perdas, e de criar mecanismos que nos sustentem para enfrentá-la.

Precocemente, “iludimos” os bebês com o bico, a mamadeira, para que, quando a mãe não possa mais amamentá-lo, ele tolere a perda do seio, da sua presença e de seu olhar constante.

Mais tarde, acrescentamos ao berço, bichinhos de pelúcia, travesseirinhos com o cheiro materno, proporcionando a ilusória presença materna. Muitas crianças, carregam estes objetos simbólicos que lhes dão segurança e proteção, de certa forma mágicos, por toda a infância, adolescência e, alguns os guardam até a vida adulta.

São chamados objetos transicionais, que incluem parte de nossa fantasia vinculada a realidade, ou seja, nos dão um caminho sólido para que possamos suportar a realidade da perda de nossos objetos mais amados.

É um processo de matriz, para enfrentarmos todas as demais ilusões e desilusões que a vida nos reserva no desafio do crescimento e desenvolvimento humano.

Quando adultos e nos apaixonamos por alguém, um manancial de ilusões, esperanças e expectativas toma conta de nossa vida. Tantas vezes, se desiludidos, nos sentimos como bebês a procura do ursinho que vai nos consolar, acolher nossas lágrimas, acalmar nossa magoada e sufocada respiração.

Se temos uma base forte, sobreviveremos. A confiança básica se manterá sólida, nos dará forças e coragem para buscar novas ilusões, fantasias, cada vez mais viáveis e realizáveis. É a aprendizagem pela dor vivenciada, a desilusão experimentada, sofrida mas que nos fortalece.

Esta confiança básica forte, nos permite arriscar, ousar, ir além da mesmice dos medíocres aos quais falta coragem para agir com audácia , temem e fogem do amar pelo simples fato de não sobreviver a uma possível desilusão.

Falo do amar amplo...amigos, colegas, família, pessoas importantes que nos marcaram , e no trajeto de nossa história abandonamos ou fomos abandonados...porque nos desiludimos...porque mudaram mais do que somos capazes de suportar com nosso egoísta desejo, de que todos permaneçam do jeito que nos faz bem, que nos sentimos mais fortes.

Quantas desilusões já tive, quanta dor profunda em minha alma machucada, o desfazer de cada uma delas me fez chorar de dor, decepção, como se nunca mais um pudesse resgatar um outro amor dentro de mim. Eram pessoas que eu amava tanto, admirava tanto, heróis de gente grande...eram parte de meu ser, armas de sobrevivência ganhas por merecimento de um convívio saudável e amoroso.

Como eu investi ! Nestas pessoas, na ilusão iluminada que cada uma me ofereceu em todos os momentos que de mãos dadas sorrimos, ou abraçadas, me senti acolhida e protegida da dor.

Tempos atrás, eu tinha uma galáxia de estrelas ao meu redor, era ingênua, confiante, não havia malícia, todos me pareciam repletos de um sincero afeto por mim, me passavam uma energia celestial, que me impulsionava para o alto, eu confiava profunda e cegamente.

E havia também o grande astro Sol, o maior e mais iluminado amor deste infinito espaço que é um coração apaixonado. Era minha luz de todos os caminhos, espectro convergente de todas os meus desejos e atenções. Energia eletromagnética que me mantinha extasiada em sua órbita , que eu acompanhava incansável e fascinada todos os movimentos, imantadamente atenta a todos os seus desejos.

Pouco a pouco, os desafios que a vida nos exige, faz com que tenhamos de enfrentar a verdade, abandonar a ingenuidade, não nos dá mais a possibilidade de enganarmos-no com ursinhos, fantasias e expectativas inviáveis. Existe espaço para uma única coisa, a desilusão que denuncia a necessária verdade. Sem ela não há crescimento ou amadurecimento. Viver só na fantasia...é um passo para a loucura.

Por toda esta vida, nos desiludimos com as estrelas que criamos a nossa volta para amar, com o Sol que escolhemos para adorar , é a vida vivida apaixonadamente...Em cada desilusão, nasce a possibilidade de um amor verdadeiro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Concluindo etapas, encerrando ciclos



Fonte: Kabbalah Group

É importante, sempre, saber quando termina uma etapa da vida. Se você insiste em permanecer nela, além do tempo necessário, perderá a alegria e o sentido de tudo o mais. Encerrando ciclos, fechando portas, ou encerrando capítulos, como queira chamar, o importante é poder encerrá-los, deixando ir momentos da vida que se concluíram.

Terminou o seu trabalho? Acabou a sua relação com o parceiro? Você já não vive mais numa determinada casa? Deve fazer uma viagem? A amizade com alguém terminou? Roubaram você em sua casa? Morreu um ente querido? Quebrou ou estragou um objeto de estimação? Você descobriu que o mentor espiritual que seguia era uma fraude?

Você pode passar muito tempo do seu presente remoendo os porquês, tentando devolver a cassetada que levou ou mesmo procurando entender porque aconteceu tal fato em sua vida. O desgaste vai ser infinito, pois na vida, você, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos temos de ir encerrando capítulos, virando a página, concluindo etapas ou momentos da vida e seguir adiante.

Não podemos estar no presente com saudades do passado. Nem sequer perguntando-nos: por que? O que passou, passou, e temos que soltar, desprender, não ficar preso ao que passou. Não podemos ser crianças eternas, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas que já não existem mais, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós. Não.

Os fatos passam e temos que deixa-los ir! Por isso, às vezes, é importante destruir recordações, livrar-se de presentes, mudar de casa, rasgar papeis velhos, desfazer-se de livros ou de objetos que são desnecessários. As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação. Deixar ir, soltar, desprender-se. Na vida ninguém joga com cartas marcadas e temos que aprender a perder e a ganhar. Temos que deixar ir, virar a página, viver só o presente. O passado já passou. Não espere que lhe devolvam o passado, não espere reconhecimentos, não espere que em algum momento se dêem conta de quem é você.

Solte o ressentimento, ligar o seu televisor pessoal para retornar ao assunto, só vai causar-lhe dano mental, envenená-lo, amargurá-lo. Apesar do tempo não ser linear, a vida está para a frente, nunca para trás. O que passou deve servir apenas para que continue a viver com mais sabedoria. Se você anda pela vida deixando portas abertas, nunca poderá desprender-se nem viver o hoje com satisfação. Noivados ou amizades que não se fecham, possibilidades de regressar para que? Necessidade de esclarecimentos, palavras que não se disseram, silêncios que o invadiram: se puder enfrentá-los já e agora, faça-o! Se não, deixe-os ir, encerre os capítulos. Diga a você mesmo que não, que não deve voltar.

Mas não por orgulho, nem por soberba, mas porque você já não se encaixa aí, nesse lugar, nesse coração, nessa habitação, nessa morada, nesse escritório ou nesta profissão. Sua freqüência agora é outra. Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano. Portanto, não há porque voltar. Feche a porta, vire a página, encerre o ciclo. Nem você será o mesmo, nem as circunstâncias seriam as mesmas, porque na vida nada se mantém quieto, nada é estático. É saudável mentalmente ter amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida. Recorde que nada nem ninguém é indispensável. Nem uma pessoa, nem um lugar, nem um trabalho, nada é vital para viver porque:

Quando você veio a este mundo, chegou sem qualquer adesivo ou etiqueta. Portanto, é apenas costume viver apegado a um adesivo ou etiqueta. E é um trabalho pessoal aprender a viver livre, sem o adesivo ou etiqueta, humano ou físico que hoje lhe dói deixar ir. Mas, encerre, feche, limpe, jogue fora, oxigene, desprenda-se, sacuda, solte. Existem muitas palavras que significam saúde mental e qualquer que seja a que você escolha lhe ajudará definitivamente a seguir adiante com tranqüilidade. Esta é a vida.

domingo, 7 de junho de 2009


Uma saudade ácida, pessoas mudadas, lembranças boas, artes.
Sentir que tudo não está como antes, outros rostos, novos olhares.
Pessoas desconhecidas, pessoas conhecidas que te ajudam a relembrar tudo.
Festa Junina, vinho quente, quentão, frio e calor, antigos amores, supostos novos amores, amizades que foram jogadas ao vento, obras que foram deixadas no esquecimento.
É estranho a relação do ser humano com o seu passado, por mais sofrivél que seja você tem que deixar pessoas queridas para seguir um outro caminho, você encontra um na esquina e saí pra tomar um café, mas não é a mesma coisa do dia-a-dia ali, falando-te bom dia, como está?, boas risadas e maus bocados.
É totalmente esquisito, é uma mistura de felicidade, saudade, tristeza. São pessoas que cruzam nossas vidas, dividem experiência, ensinam, lutam, erguem-te, dão um abraço aconchegante e um sorriso encantador.
Mas o tempo corre, as pessoas são passageiras, os bons momentos são cobertos com nuvens negras.
Quanta saudade daquilo que foi como uma segunda casa.
Quero dar dois passos atrás e continuar no conforto mais ou menos estável que tinha antes.
Preciso sair daqui e não consigo...

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Um dia você descobre e se recorda de toda a sua vida até então.
Percebe que alguns dos teus erros foram seus maiores acertos. Que seu príncipe encantado não era tão encantado.
Que alguns anos atrás você era feliz, mas teve que optar por coisas que não faziam parte de você e sim pelo egoísmo dos outros... Que nada no mundo é perfeito.
Que você tem mil defeitos, mas quem te ama e quem já te amou passavam por cima deles como se fossem nada.
Que você é apenas mais uma pessoa que habita o planeta, mas que se você tiver boas idéias pode ajudar a salva-lo.
Descobre que você sonhava e acreditava que seus sonhos poderiam se realizar, mas hoje você sonha pra acreditar ou pelo menos tentar que o amanha vai ser melhor...
Que antes você amava quem te desprezava e humilhava quem te amava, e que culpa tinha eu... agora você é apenas você, amando seu filho, seu cachorro, pois você é humano e que é tão confuso e tem direito de errar como qualquer outro.
Você descobre que antes, você era apenas um figurante na sua própria vida e que hoje você é o principal..
Você descobre que antigamente você não machucava ninguém e que agora você tem essa arma que só machuca, e nem por isso sou egoísta...

Você descobriu que leva anos pra cultivar a mais bela flor: a amizade verdadeira, mas que as vezes em segundos se faz amigos pra vida inteira, mas meu cachorro é o meu melhor amigo e companheiro.
Você descobre o porquê, que a vida te derrubou tantas vezes, pois é caindo que você aprende a levantar...
Você descobre que muitas vezes os teus gestos falam mais que mil palavras e que eles fazem uns sorrir e outros chorar...
Você descobre que quem vive de passado é museu, mas você se entrega as lembranças pra não enlouquecer...
Descobre que ter um filho é a coisa mais gratificante do mundo, mas descobre também que um dia ele vai seguir outro caminho, e que você sempre o carrega no peito...
Que nem sempre que alguém esta sorrindo quer dizer que esta feliz e que nem sempre que alguém esta chorando quer dizer que este está triste...
Descobre, que tudo tem um fim, mas o fim é apenas o começo, pois depois de muito aprender com a vida você pode continuar ou recomeçar tudo, mas depende do que esta sentindo...
Descobre que a alegria e paz estão em pequenas coisas como: um ombro amigo, um sorriso verdadeiro, nas batidas de um coração e ate no adormecer...
Descobre que você tem seu próprio mundo, que você construiu com lembranças, sonhos, esperanças, e que qualquer um pode fazer o seu mundo desmoronar, mas que nada te impede de reconstruí-lo e que você não se sente melhor se vingando, mas sim tentando seguir em frente e aprendendo com seus erros e com os erros dos outros...
Descobre que se olhar no espelho e estar sempre bela não é tão importante quanto você esta bem consigo mesmo que não importa a capa do livro, mas sim o conteúdo...
Que você pode se apaixonar mil vezes, mas só pode amar uma vez.
Descobre que você vive em constante transformação e que quem te ama não vai te abandonar por que você esta a mudar...
Descobre que você pode estar entre mil pessoas e se sentir sozinha...
Descobre que você tem ainda muito que descobrir e o que você sente não caberiam nem em mil folhas!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Meu amigo sem rosto...


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Meu amigo sem rosto, Anônimo, Utopia, etc...

Você não sabe...
Meu amigo não tem rosto, mas é diferente...

Ele não olha nos meus olhos,

Ele vê meu coração...

Meu amigo sem rosto é diferente...

Ele não percebe as minhas lágrimas

Percebe o momento de me confortar

Meu amigo sem rosto é diferente...

Ele não sorri, ele me faz sorrir...

Mas fico feliz quando você vem...

Olho para você, na expectativa de um sorriso...

Te espero assim como o sol, espera pelo amanhecer...

Te espero assim como a lua, espera pela noite,

Certa que virá!

Não me importa se vens através de telas...

O que importa, é que venhas..

Não sei por que te escolhi como amigo...

Suas letrinhas são iguais a de todos os outros,
Mas sempre te reconheço...

Apenas suas palavras são firmes...

Você consegue me fazer acreditar…

Talvez você não saiba, mas quando me falas...

Quando brinca comigo...

Quando me escutas...
Exerce a nobre tarefa de um amigo REAL.

Assim... Cativa-me...

Escuto seu sorriso, através dos sons do teclado.

Ouço teu coração
através do meu coração,

Sinto tua alegria através da minha alegria...

Nunca deixe de vir...

Só conhece a importância dos verdadeiros amigos,

Quando começamos a perceber sua ausência,

Quando chamamos por todos,

E somente ele vem...


sexta-feira, 20 de março de 2009

Estar Sozinho ... filosofia ou atual realidade ?


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As
relações afetivas também estão passando por profundas transformações e
revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na
qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e
não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo
seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade,
que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que,
historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas
características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da
ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o
que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.
Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor
denecessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não
preciso, o que é muito diferente. Com os avanços tecnológicos, que exige
mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinha,
e aprendendo a conviver melhor consigo mesma. Elas estão começando a
perceber que se sente fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se
estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador
de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se
reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era
da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não
tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela
financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à
aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é
possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado
estará para uma boa relação afetiva.

A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade
à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o
ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de
dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada
cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para
avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que
fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar
sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir
sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz
de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do
outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo
quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação,
há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
(Flávio Gikovate, médico psicoterapeuta)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Para triunfar en la vida, no es importante llegar el primero. Para triunfar simplemente hay que llegar, levantándose cada vez que se cae en el camino.
Si no te esfuerzas hasta el máximo, ¿cómo sabrás donde está tu límite? Cada fracaso supone un capítulo más en la historia de nuestra vida y una lección que nos ayuda a crecer.
No te dejes desanimar por los fracasos. Aprende de ellos, y sigue adelante. Para empezar un gran proyecto, hace falta valentía. Para terminar un gran proyecto, hace falta perseverancia. Si quieres triunfar, no te quedes mirando la escalera. Empieza a subir, escalón por escalón, hasta que llegues arriba. Cuando pierdes, no te fijes en lo que has perdido, sino en lo que te queda por ganar.
Utiliza tu imaginación, no para asustarte, sino para inspirarte a lograr lo inimaginable

Si no sueñas, nunca encontrarás lo que hay más allá de tus sueños.

Es duro fracasar en algo, pero es mucho peor no haberlo intentado
.

Nuestra gloria más grande no consiste en no haberse caido nunca, sino en haberse levantado después de cada caída (Confucio)

Los grandes espíritus siempre han tenido que luchar contra la oposición feroz de mentes mediocres (Einstein)

Saber no es suficiente; tenemos que aplicarlo. Tener voluntad no es suficiente: tenemos que implementarla. (Goethe )

Somos dueños de nuestro destino. Somos capitanes de nuestra alma (Winston Churchill).

Nunca se ha logrado nada sin entusiasmo (Emerson)

Las oportunidades no son producto de la casualidad, mas bien son resultado del trabajo. (Tonatihu)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eu e Medusa em Barcelona


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Ser estatua nas Ramblas era divertido, vou sentir saudades dos artistas que conheci , eram pessoas que estavam apenas de passagem na temporada, de vários países, outros que estão sempre por lá e vivem dessa arte.
Foi uma experiência nova, mas nada que me assustasse ou me fizesse recuar. Mesmo sabendo que meu personagem seria MEDUSA não desisti. Foi um dos trabalhos...no qual me divertia muito...apesar de ser um pouco desgastante...mas quem sabe se um dia ainda eu voltar...farei tudo de novo...só mudando o personagem...pois a Medusa apesar de eu não estar mais usando...eu a deixei com uma artista que irá dar continuidade com a minha fantasia.





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Meu amigo Che

História da Medusa
Filhas de Fórcis, deus marinho muitas vezes identificado como Proteu, com sua esposa, Ceto, filha de Netuno com a ninfa Teséa, as Górgonas, segundo Hesíodo (século 8 a.C.), viviam na extremidade ocidental do oceano, próximo ao país das ninfas conhecidas como Hespéria, Eritéia e Egle, que os deuses transformariam mais tarde nas árvores choupo, olmo e salgueiro, respectivamente. Elas eram três, mas uma delas, Medusa, ao contrário de suas irmãs Esteno e Euríale, não possuía o dom da imortalidade. Para o autor da Teogonia, uma coletânea das lendas mais antigas sobre o nascimento e o feito dos deuses, os cabelos dessa trinca fantástica eram entrelaçados de serpentes, os braços de metal, o corpo coberto de placas impenetráveis, os dentes aguçados como presas de javali, e seus olhos transformavam em pedra quem as fitasse. Já para o poeta Homero, que supostamente viveu entre os séculos 11 e 7 a.C., ela era apenas uma. A versão mais difundida sobre a Medusa diz que no princípio ela era uma donzela extremamente bonita, mas de todos os encantos que possuía os mais belos eram os cabelos. Quando o deus Posseidon se enamorou da linda jovem e transformado em ave a raptou e e transportou ao templo dedicado a Atena (Minerva para os romanos), onde se uniu a ela, isso desagradou profundamente a deusa, que inconformada com a profanação do edifício onde era cultuada decidiu castigar a jovem transformando os seus longos fios de cabelo em horríveis serpentes, e dando aos seus olhos o poder maligno de petrificar todos aqueles em quem se fixassem. Além dessa, uma outra versão explica de forma diferente a metamorfose sofrida por Medusa: segundo esse relato, sendo ela extremamente vaidosa, a ponto até de se julgar mais bela que Atena, acabou sendo castigada pela deusa com sua transformação em um monstro terrível que passou a flagelar os arredores do lago Tritones, na Líbia. A lenda que relata a morte dessa terrível criatura diz que Perseu, filho de Zeus com Dânae, pretendendo proteger sua mãe do rei Polidecto, da ilha de Sérifos, no mar Egeu, prometeu entregar-lhe a cabeça da górgona. Preparando-se para cumprir a oferta que fizera, ele foi ajudado inicialmente pelo deus Hermes (Mercúrio), que lhe deu uma faca em forma de foice e mostrou como chegar às Gréias, três velhas que compartilhavam um olho e um dente entre si, e estas o ensinaram o caminho para as ninfas que poderiam dar a ele as armas de que precisava para combater a Medusa. Com elas Perseu obteve uma capa de escuridão que lhe daria a vantagem da surpresa, sandálias aladas para facilitar sua fuga, e uma bolsa especial onde a cabeça da inimiga deveria ser guardada tão logo fosse decepada. Equipado dessa maneira, e contando ainda com a ajuda da deusa Atena, que segurou um espelho de bronze no qual ele podia ver a criatura perigosa que enfrentava, sem precisar olhar diretamente para ela, Perseu a atacou com o rosto voltado para o lado, a fim de não encará-la, mas a Medusa, ao ver sua própria imagem refletida na couraça espelhada, transformou-se em pedra e teve sua cabeça imediatamente decepada pelo herói. Este colocou o seu troféu na bolsa que levava e retornou imediatamente a Sérifo, ajudado pelas sandálias aladas, mas a lenda revela que do sangue que jorrou no momento em que Medusa foi decapitada, nasceu Pégaso, o cavalo alado, filho da Górgona com o deus Posseidon. Cumprida a promessa feita, Perseu mais tarde ofertou a cabeça da criatura monstruosa a deusa Atena, que a colocou em seu escudo como proteção contra os inimigos. Segundo os mitólogos, Medusa tinha poderes tão extraordinários que uma mecha de seus cabelos afugentava qualquer exército invasor, e seu sangue tinha o dom de matar e ressuscitar pessoas. Mesmo depois de morta podia petrificar quem olhasse para sua cabeça, e foi assim, conforme diz a lenda, que Perseu derrotou adversários poderosos como o gigante Atlas, que ao desentender-se com o jovem guerreiro foi exposto a ela e teve o corpo imediatamente transformado em pedra, sua barba e seu cabelo transformaram-se em florestas, os braços e ombros, rochedos, a cabeça, um cume, e os ossos, as rochas. Cada parte aumentou de volume até se tornar uma montanha, e foi assim, pela vontade dos deuses, que o céu, com todas as suas estrelas, passou a se apoiar em seus ombros.
FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

domingo, 7 de setembro de 2008



Era uma vez milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilazes, azuis, vermelhas, prateadas, douradas. Um certo dia as estrelas pediram a Deus, o Senhor do Universo para virem morar aqui na Terra. Apesar de estranhar o pedido e após muita insistência das estrelas, Deus acabou consentindo. _ Vou mantê-las pequeninas como vocês são vistas e podem descer até a Terra, disse Deus. Conta-se que naquela noite houve uma linda chuva de estrelas. Todas as estrelas do céu cairam na Terra. Algumas foram pegar corrida com os vagalumes, outras se aninharam nos píncaros dos morros e das igrejas, muitas se misturaram aos brinquedos das crianças e a Terra ficou assim maravilhosamente iluminada pelas estrelas do céu. A Terra resplandecia com a visita luminosa dos objetos celestiais. Literalmente, o céu desceu à morada dos homens. E todos estavam felizes. Isso, porém, durou pouco tempo. Depois de alguns dias de diversão na Terra, as estrelas decidiram voltar para o céu. Estavam arrependidas e desanimadas com a nossa realidade e, aos milhares, voaram de volta à sua origem. As estrelas brancas foram as primeiras a chegarem ao céu. Deus vendo-as retornarem, perguntou: _ Por que vocês voltaram? _ É impossível morar na Terra, no meio dos homens, responderam as estrelas. É terrível a realidade humana. Há muitas traições, violências, mortes, perdas, conflitos, depressões, angústias, dificuldades financeiras, amorosas, desamor. _ Eu sabia disso, disse Deus. Lá é assim mesmo. A realidade humana é falível, é imperfeita, está em evolução. Aqui no céu é que é o lugar da perfeição. Aqui tudo é eterno, imutável, sem sofrimento. E todas as estrelas chegaram e repetiram a mesma ladainha de reclamações das vicissitudes humanas. Quando todas se alojaram novamente no céu, Deus fez uma observação: _ Pelas minhas contas está faltando uma estrela. Teria se perdido no caminho? _ Não Senhor, respondeu um anjo. Entre todas as estrela uma resolveu permanecer na Terra, com os homens. Ela descobriu que lá é o seu lugar. _ Que estrela estranha é essa, insistiu Deus, que preferiu as mazelas humanas às delícias do céu? _ Essa estrela, continuou o anjo, era a única que tinha uma cor diferente das outras. _ E qual é a sua cor? Quis saber Deus. _ É uma estrela verde. A estrela verde do sentimento da ESPERANÇA. E quando olharam para a Terra, a estrela verde não era uma só. Havia uma no coração de cada ser humano. A esperança é própria da Terra onde tudo passa, onde tudo é imperfeito, onde tudo fenece. A esperança é a única virtude que o homem tem e que Deus não tem. A humildade de aceitar a vida humana como ela é nos conduz a um processo esperançoso de construção. Alguns sentam e choram as dificuldades, desejando o céu aqui na Terra. Outros sabem que nossa missão é lidar com a realidade, é sermos ativos na resolução dos problemas, é evoluirmos na nossa caminhada. E isso é viver. É próprio do ser humano a esperança ativa. Construir a vida ao invés de sonhar com uma realidade que jamais teremos na Terra: a perfeição.

domingo, 17 de agosto de 2008


Você já pensou no valor do esforço individual?

Uma demonstração desse valor foi realizada numa noite escura, sem estrelas, durante um comício patriótico no Coliseu de Los Ângeles.

Havia cerca de cem mil pessoas reunidas no local, quando o presidente avisou que todas as luzes seriam apagadas.

Disse que, embora ficassem na mais completa escuridão, não havia motivo para receio.

Quando as luzes se apagaram e as trevas tomaram conta do ambiente, ele riscou um fósforo e perguntou à multidão: "quem estiver vendo esta pequenina luz queira exclamar: sim!"

Um vozerio ensurdecedor partiu da assistência. Todos percebiam aquela minúscula chama.

O silêncio se fez novamente e o homem falou: "assim também fulgura um ato de bondade num mundo de maldade."

E insistindo em suas idéias, lançou um desafio: "vejamos agora o que acontece se cada um de nós acender um palito de fósforo."

Num instante, quase cem mil minúsculas chamas banharam de luz a imensa arena, fruto da colaboração de cem mil indivíduos, cada um fazendo a parte que lhe tocava.

Essa foi a maneira singela que um homem utilizou para despertar nos indivíduos o valor do esforço pessoal.

Geralmente, na busca de soluções para os problemas, imaginamos que somente grandes feitos poderão ter um resultado eficiente.

Quando olhamos uma imensa montanha, por exemplo, concluímos que muito trabalho foi preciso para que ela tomasse as dimensões que possui, mas nos esquecemos de que ela é formada de pequenos grãos de areia.

Olhando o mundo sob esse ponto de vista, e fazendo a parte que nos cabe, em pouco tempo teríamos um mundo melhor.

Mas se pensarmos que somos incapazes de mudar o mundo, o mundo permanecerá como está por muito tempo.

Todos temos valores íntimos a explorar. Todos temos condições de contribuir com uma parcela para a melhoria do mundo em que vivemos.

Como pudemos perceber, um palito de fósforo aceso, é capaz de derrotar as trevas.

Pode ser uma pequena chama, mas a sua claridade é percebida à grande distância.

Jesus falou das possibilidades individuais de cada um com a recomendação: "brilhe a vossa luz."

Assim, quando a situação se apresentar nublada em derredor, podemos acender a nossa pequena chama e romper com a escuridão.

Não importa a situação em que estamos colocados, sempre poderemos fazer algo de bom em benefício de todos.

Cada indivíduo é uma engrenagem inteligente agindo no contexto da máquina social.

E a máquina somente funcionará em harmonia e atingirá seus objetivos se todas as peças cumprirem a parte que lhes cabe.


Com base na Revista Seleções do Reader’s Digest, 07/1949, pág. 57.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008


Eu às vezes fico pensando no por que de alguns comportamentos, ou de algumas atitudes. Como se eu tentasse entender, se aquela pessoa realmente é daquele jeito, se ela existe mesmo e se ela tem noção do que faz. To dizendo isso tudo, pra chegar num único lugar, a maldade. Eu gostaria muito de entender, que efeitos têm a maldade provocada por alguém. Sim, por que toda pessoa maldosa que comete uma maldade, teve, ou tem prazer naquilo que fez.
Eu não tenho a menor dúvida, que o maldoso, comete maldades, por puro prazer. A maldade é um sentimento de extremo prazer pra quem a pratica. E isso é uma patologia gravíssima, por que a pessoa tem isso como vício e não se dá conta.
Se você disser para essa pessoa, que o que ela fez é algo absolutamente doentio, ela vai olhar pra você, e vai achar que você sim, é quem é o doente. O maldoso não se admite maldoso. Pra ele aquilo é natural, ele comete uma maldade atrás da outra e não acha que está errado.
Hitler matava, e justificava as mortes como sendo algo que realmente deveria ser feito, isso pra citar um exemplo maior, fora as tantas pessoas que cometem diariamente e sucessivamente, pequenas maldades.
Não há diferenças entre um e outro, por que ambos são absolutamente iguais se há diferença, esta é apenas no grau.
Todos nós já cometemos pequenas maldadezinhas, você que está me lendo agora, sabe que não é muito santo e que já fez muita maldade também, e todas elas de caso pensado, independente do motivo. A maldade dá prazer, ou melhor, a maldade só dá prazer.
E isso precisa ser entendido mesmo que não seja aceita. Eu penso comigo, que a maldade é um vício... Assim como a droga dá prazer a quem consome, a maldade vicia quem a comete, e se não fosse assim, as pessoas maldosas n cometeriam sucessivamente atos desse tipo. O pior é quem não se acha maldoso... Você pode acusá-lo de tudo, mas ele jamais vai se admitir assim. Todo maldoso se acha uma pessoa normal... Claro que isso é uma doença, sem sombra de dúvidas, mas para o maldoso não. Existem algumas pessoas que fazem sempre as mesmas coisas, mas sempre mesmo, como pode alguém agir assim. Ou como pode uma pessoa fazer o que faz e não se dar conta do que está fazendo, sim por que ela está prejudicando outras, isso no fundo é um grave problema de personalidade. Em algum momento da vida essa pessoa se desviou do caminho certo e entrou nessa, não sei se por maus exemplos na infância, ou pela falta de educação, ou simplesmente por que aquilo já nasceu com ela, é da índole mesmo. Por isso é muito complicado estudar o comportamento humano. Você nunca vai conseguir desvendar o que se passa dentro da cabeça de uma pessoa e as razões que a levam a agir de determinada maneira.

Todo maldoso é um egoísta nato pensa apenas em si e no seu prazer pessoal.
As maldades cometidas por uma pessoa assim, lhes dão prazer, fazem bem a ela. Essa é a razão principal, no meu ponto de vista, mais do que qualquer outra coisa que possam vir a dizer, e até mesmo do próprio maldoso, que se for perguntado do por que ele faz aquilo, ele vai dizer: Aquilo o que? Pra ele é normal e ele não vê a "maldade", no ato, por que a patologia é extrema. Se você retribuir na mesma moeda a um maldoso, esta não terá o mesmo efeito, porque para o maldoso, a maldade não o surpreende, e tão pouco o machuca. Pra ele, a maldade não tem o mesmo significado, que teve pra você.


sábado, 2 de agosto de 2008


"Nem sempre nos interessa o que os outros julgam de nós, mas ninguém pode julgar mal, outros que nem os conhecem."
Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.
Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.
Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...
Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.
O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.
E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.
- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.
O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.
Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.
E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.
Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.
De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.
O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.
Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:
"A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você."
Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.
Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

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Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.

Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.
Existe muita gente inteligente por ai, mas... foi-se o tempo que isto era o suficiente. Hoje, o que me fascina é a criatividade, é a capacidade de inventar, juntar o nada com coisa nenhuma e disto nascer algo, é saber improvisar, é a sabedoria de "se virar" com os recursos disponiveis no momento. *******************************************************